Dona Diná

Há 26 anos, dona Diná Ramos começou a trabalhar como bilheteira do Teatro Cultura Artística, patrimônio histórico e cultural da cidade de São Paulo, localizado em meio ao burburinho dos teatros do centro antigo da cidade, na charmosa Praça Roosevelt. Hoje, dona Diná subiu seu cargo e é gerente da bilheteria do teatro. Já aposentada, não parou de trabalhar e nem pretende, ama o que faz. Criou a filha Tatiana entre cabines e coxias. Aos dois anos de idade, a filha única passou a freqüentar o trabalho da mãe e mantém vínculos fortes com o lugar até hoje.

Na manhã do domingo, dia 17, dona Diná estava caminhando normalmente na feira livre da Praça Roosevelt e, desavisada, encontrou o teatro reduzido a pó. “Só vi fumaça, e me assustei com os 17 carros de bombeiros que lá estavam”. Na madrugada de domingo o teatro foi quase que inteiramente destruído pelo fogo, um incêndio ainda sem causa certa. Para a senhora de cabelos brancos e sua filha Tatiana, o período está sendo de luto. “É como se tivéssemos perdido alguém de nossa família, alguem próximo a todos os que aqui trabalham. O teatro foi a minha creche, o meu parque de diversões, minha segunda casa e a família de minha mãe”, relata Tatiana.

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